@pedrobalaf
PARENTES!!
É fundamental que estejamos sempre atentos às bases de comunicação oficiais, buscando informações em fontes confiáveis e evitando a propagação de conteúdos sem verificação. Mas isso não significa que devemos nos limitar a acompanhar apenas os canais institucionais.
Também precisamos dar visibilidade às denúncias, aos relatos dos povos e às informações compartilhadas por coletivos, organizações e comunicadores indígenas. Compartilhar, fortalecer e fazer essas informações chegarem a mais pessoas é uma forma de contribuir com a mobilização.
Informação responsável também é ferramenta de luta. Precisamos saber onde buscar, o que compartilhar e como fazer essas vozes chegarem mais longe.
quando um parente cresce, nossa rede inteira se fortalece!!
precisamos cultivar mais o hábito de apoiar o trabalho uns dos outros. se um parente publica, vamos compartilhar. se um coletivo divulga uma informação, vamos ajudar a alcançar mais pessoas. se alguém está começando um projeto, vamos incentivar.
nem sempre precisamos criar algo novo. ás vezes, fortalecer o que já está sendo construído por outros parentes é uma forma de contribuir muito.
temos comunicadores, artistas, pesquisadores, lideranças e coletivos indígenas fazendo trabalhos importantes em diferentes territórios. precisamos conhecer, acompanhar e divulgar essas iniciativas.
que a nossa presença nas redes não seja apenas individual, mas também coletiva.
vamos parar de apenas observar o trabalho dos nossos parentes e começar a fortalecer uns aos outros. afinal, quando um avança, abre caminhos para muitos outros. ✊🏽
parentes, vou falar de uma coisa que me incomoda faz tempo.
tem muita gente indígena produzindo informação todo dia: coletivos, comunicadores, jornalistas, páginas., gente cobrindo mobilização, denunciando violência, passando conhecimento, mostrando a vida como ela é, coisa que raramente chega nos grandes veículos e muitas dessas páginas têm poucas centenas de seguidores, quando têm tanto a dizer.
aí eu me pergunto, e pergunto pra vocês: a gente tá ajudando esses espaços a chegar mais longe?
quem constrói é a gente, junto! um compartilhamento leva a notícia pra outra aldeia, outra cidade, outra bolha. um comentário faz a publicação aparecer pra mais gente. um seguidor novo pode ser o que faltava pra um comunicador continuar.
então fica o convite:
1) Procura e segue os coletivos e comunicadores indígenas, em todas as redes.
2) Compartilha o que eles produzem: reportagens, coberturas, denúncias.
3) Comenta, marca, conversa. Só ver não ajuda a postagem a circular.
a gente não pode depender só dos outros pra contar nossa história e explicar nossa luta.
se tem parente produzindo, é a gente que faz essa comunicação circular.
agora me ajuda: deixa nos comentários o nome de páginas, coletivos, jornalistas e comunicadores indígenas que você acompanha e acha que mais gente precisa conhecer.
vamos montar essa lista juntos.
nossa voz precisa circular. nossa informação precisa chegar. e quem fortalece a nossa comunicação somos nós. ✊🏽
o etnias já é uma aldeia digital.
mas uma aldeia só se fortalece quando os parentes participam da vida coletiva.
temos aqui um espaço de encontro entre povos, histórias, culturas e realidades diferentes. parentes que vivem em seus territórios, parentes que estão nas cidades, parentes que estão longe de casa, mas que continuam buscando maneiras de fortalecer seus vínculos com a ancestralidade.
e eu fico pensando: e se a gente ocupasse esse espaço com ainda mais intenção política?
vamos fazer do etnias um lugar de troca de conhecimentos, de debate, de articulação e de fortalecimento coletivo. vamos conversar sobre nossos direitos, nossos territórios, as políticas que nos afetam e os desafios que enfrentamos enquanto povos indígenas.
mas, para isso, precisamos da participação de cada um de nós.
não basta entrar, olhar as publicações e sair!!!
vamos comentar, compartilhar nossas experiências, levantar questões, apresentar nossas ideias, conhecer as lutas de outros povos e aprender uns com os outros. quem tem conhecimento, compartilhe. quem tem dúvidas, pergunte. quem está começando a se aproximar, participe. toda contribuição pode abrir caminhos para novas conversas e aprendizados.
não precisamos pensar igual em tudo para construir juntos. precisamos estar dispostos a ouvir, dialogar e reconhecer que o fortalecimento de um parente também pode fortalecer a coletividade.
a internet não substitui nossos territórios, nossas comunidades ou o encontro presencial. mas pode aproximar quem está distante, fazer circular informações e ajudar a construir uma consciência política que ultrapasse as telas.
parentes, vamos ocupar o etnias de verdade!
vamos transformar esse espaço em uma rede viva de participação, mobilização e organização política indígena.
que a nossa presença aqui não seja apenas numérica, mas ativa. que cada interação possa fortalecer nossos vínculos e que cada conversa nos ajude a compreender melhor nossas realidades e nossas lutas.
porque uma aldeia digital não se constrói apenas com perfis cadastrados, mas com parentes que participam, compartilham, questionam e caminham juntos.
tentam nos matar, mas somos sementes! 🌱✊🏽
transmasc tupinambá e guarani, nascido na Bahia e vivendo no Paraná!
Anya Nikolly Teixeira
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